Livros e bibliotecas como catalisadores da criatividade: metodologias inovadoras para a educação literária e formação de competências do século XXI
DOI:
https://doi.org/10.22398/2525-2828.113127-47Palavras-chave:
Economia criativa, Educação, Livros e indústria, Bibliotecas, Metodologias ativasResumo
Este artigo investiga o papel dos livros e bibliotecas como catalisadores da criatividade na formação educacional contemporânea, analisando metodologias inovadoras que promovem competências criativas essenciais para o século XXI. Por meio de análise documental e revisão bibliográfica, examina-se como o mercado editorial brasileiro pode ser reposicionado para apoiar práticas educacionais criativas, explorando a intersecção entre economia criativa e educação literária. O estudo demonstra que a leitura profunda e as práticas literárias inovadoras desenvolvem competências como pensamento crítico, flexibilidade cognitiva, colaboração e comunicação criativa. Propõe-se que bibliotecas escolares e públicas sejam transformadas em espaços de aprendizagem ativa, implementando metodologias como storytelling, design thinking literário e makerspaces bibliográficos. Os resultados mostram que políticas públicas integradas podem potencializar o uso da literatura como ferramenta de formação de profissionais inovadores e cidadãos criativos, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da economia criativa nacional por meio da educação transformadora.
Referências
AMABILE, Teresa. Creativity in context: update to the social psychology of creativity. Boulder: Westview Press, 2018.
BARON, Naomi S. How we read now: strategic choices for print, screen, and audio. Nova York: Oxford University Press, 2021.
BERNS, Gregory S.; BLAINE, Kristina; PRIETULA, Michael J.; PYE, Brandon E. Short- and long-term effects of a novel on connectivity in the brain. Brain Connectivity, v. 3, n. 6, p. 590-600, 2013. Disponível em: https://www.proquest.com/docview/1491127746?sourcetype=Scholarly%20Journals. Acesso em: 10 nov. 2025.
BORTOLAZZO, Sandro Faccin. Storytelling: entre usos, benefícios e aprendizagens. Ensino em ReVista, Uberlândia, v. 31, p. 1-24, 2024. https://doi.org/10.14393/ER-v31e2024-33
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Presidência da República, 1988.
BRASIL. Lei nº 10.865, 30 de abril de 2004. Dispõe sobre a contribuição para os Programas de Integração Social. Brasília: Presidência da República, 2004.
BRASIL. Lei nº 12.244, de 24 de maio de 2010. Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 25 maio 2010.
BRASIL. Lei nº 12.761, 27 de dezembro de 2012. Institui o Programa de Cultura do Trabalhador; e dá outras providências. Brasília: Presidência da República, 2012. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12761.htm. Acesso em: 12 set. 2024.
BRASIL. Senado Federal. Projeto de lei nº 49, de 2015. Institui a Política Nacional do Livro e regulação de preços. Brasília: Senado Federal, 2015.
BRAZILIAN PUBLISHERS. Da escrita nacional ao reconhecimento global: três livros brasileiros que ganharam o mundo. Brasília: CBL; ApexBrasil, 2025. Disponível em: https://brazilianpublishers.com. br/noticias/da-escrita-nacional-ao-reconhecimento-global-tres-livros-brasileiros-que-ganharam-o-mundo/. Acesso em: 10 nov. 2025.
BROWN, Tim. Change by design: how design thinking transforms organizations and inspires innovation. Nova York: Harper Business, 2019.
CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: CANDIDO, Antonio. Vários escritos. 4. ed. São Paulo: Duas Cidades; Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2006. p. 169-191.
CARVALHO, José Ricardo. A leitura dialógica com ressignificação valorada. Interdisciplinar: Revista de Estudos em Língua e Literatura, São Cristóvão, v. 41, n. 1, p. 57-71, 2024. https://doi.org/10.47250/intrell.v41i1.p57-71
CRAFT, Anna. Creativity and education futures: learning in a digital age. 2. ed. Londres: IOE Press, 2020.
CSIKSZENTMIHALYI, Mihaly. Creativity. Nova York: HarperCollins, 1996.
CSIKSZENTMIHALYI, Mihaly. The systems model of creativity: the collected works of Mihaly Csikszentmihalyi. Dordrecht: Springer, 2014.
DJIKIC, Maja; OATLEY, Keith; MOLDOVEANU, Mihnea C. Opening the closed mind: the effect of exposure to literature on the need for closure. Creativity Research Journal, v. 25, n. 2, p. 149-154, 2013. https://doi.org/10.1080/10400419.2013.783735
FRAGOSO, Graça Maria. Biblioteca na escola. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 7, n. 1, p. 124-131, 2002. Disponível em: https://revistaacb.emnuvens.com.br/racb/article/view/380. Acesso em: 19 fev. 2026.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970.
GLĂVEANU, Vlad Petre. Rewriting the language of creativity: the five a’s framework. Review of General Psychology, v. 17, n. 1, p. 69-81, 2013. https://doi.org/10.1037/a0029528
GUILFORD, Joy Paul. The nature of human Intelligence. Nova York: McGraw-Hill, 1967.
HEATH, Chip; HEATH, Dan. Made to stick: why some ideas survive and others die. Revised edition. Nova York: Random House, 2007.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA (INEP). Microdados do censo escolar da educação básica. Brasília: Inep, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/acesso-a-informacao/dados-abertos/microdados/censo-escolar. Acesso em: 10. nov. 2025.
INSTITUTO PRÓ-LIVRO. Retratos da leitura no Brasil. 6. ed. São Paulo: Instituto Pró-Livro, 2024. Disponível em: https://www.prolivro.org.br/wp-content/uploads/2024/11/Apresentac%CC%A7a%CC%83o_Retratos_da_Leitura_2024_13-11_SITE.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.
ITAÚ CULTURAL. Observatório. Painel de Dados. Comércio internacional de produtos. São Paulo: Itaú Cultural, 2024. Disponível em: https://www.itaucultural.org.br/observatorio/paineldedados/metodologia. Acesso em: 10 nov. 2025.
JENKINS, Henry. Cultura da convergência. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2009.
JOHNSON, David W.; JOHNSON, Roger T. An educational psychology success story: social interdependence theory and cooperative learning. Educational Researcher, v. 38, n. 5, p. 365-379, 2009. https://doi.org/10.3102/0013189X09339057
KIDD, David Comer; CASTANO, Emanuele. Reading literary fiction improves theory of mind. Science, v. 342, n. 6.156, p. 377-380, 2013. https://doi.org/10.1126/science.1239918
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
LANKES, R. David. The new librarianship field guide. Cambridge: MIT Press, 2016.
LECOCQ-MULLER, Nice. A Imprensa, o incunábulo e a emancipação do livro impresso. Revista de História, São Paulo, v. 3, n. 8, p. 306-312, 1951. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9141.v3i8p306-312
LIU, Ziming. Reading behavior in the digital environment: changes in reading behavior over the past ten years. Journal of Documentation, v. 61, n. 6, p. 700-712, 2021. https://doi.org/10.1108/00220410510632040
MAR, Raymond A. Stories and the promotion of social cognition. Current Directions in Psychological Science, v. 27, n. 4, p. 257-262, 2018. https://doi.org/10.1177/0963721417749654
MARTINS, Bruno Henrique. Sebrae em dados: livrarias. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR), 2023. Disponível em: https://sebraepr.com.br/comunidade/artigo/sebrae-em-dados-livrarias?srsltid=AfmBOopuWam0jVvu34q0vPMMzlhtd4_Q7TAxT5VGQ2bkQAal0hnU-7Ce. Acesso em: 18 jan. 2026.
MCGONIGAL, Jane. Reality is broken: why games make us better and how they can change the world. Revised edition. Nova York: Penguin Books, 2011.
MONITCHELE, Marília. Geração Z lidera nova onda de interesse por livros físicos e bibliotecas. Veja, 2024. Disponível em: https://veja.abril.com.br/comportamento/geracao-z-lidera-nova-onda-de-interesse-por-livros-fisicos-e-bibliotecas/. Acesso em: 29 out. 2024.
NIELSEN BOOKSCAN. Panorama de consumo dos livros. [São Paulo]: CBL; SNEL, 2024. Disponível em: https://cbl.org.br/pesquisas_de_mercado_categoria/panorama-do-consumo-de-livros. Acesso em: 28 out. 2024.
NIELSEN BOOKSCAN. Conteúdo digital do setor editorial brasileiro. [São Paulo]: CBL; SNEL, 2025a. Disponível em: https://cbl.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Conteudo_Digital_anobase_2024_ imprensa.pdf. Acesso em: 28 out. 2024.
NIELSEN BOOKSCAN. Panorama de consumo dos livros. [São Paulo]: CBL; SNEL, 2025b. Disponível em: https://cbl.org.br/wp-content/uploads/2025/02/2024_Panorama-do-Consumo-de-Livros_ Imprensa_V2.pdf. Acesso em: 28 out. 2024.
NIELSEN BOOKSCAN. Produção e vendas do setor editorial brasileiro. [São Paulo]: CBL; SNEL, 2025c. Disponível em: https://cbl.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Producao_e_Vendas_anobase_2024_ imprensa.pdf. Acesso em: 10 nov. 2025.
OATLEY, Keith. The cognitive science of fiction. Wiley Interdisciplinary Reviews: Cognitive Science, v. 3, n. 4, p. 425-430, 2012. https://doi.org/10.1002/wcs.1185
OATLEY, Keith. Fiction: Simulation of social worlds. Trends in Cognitive Sciences, v. 20, n. 8, p. 618-628, 2016. https://doi.org/10.1016/j.tics.2016.06.002
OLIVEIRA, Mariana Major de. O livro didático no Brasil: as barreiras de mercado e o Programa Nacional do Livro Didático. 2018. 45f. Monografia (Bacharelado em Economia) – Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, São Paulo, 2018. Disponível em: https://repositorio-api.insper.edu.br/server/api/core/bitstreams/c777c586-8ab2-41eb-985a-9d29a1412704/content. Acesso em: 16 jan. 2026.
RINCÓN, Gloria. Lectura y escritura en la educación colombiana. Revista Colombiana de Educación, n. 75, p. 45-68, 2018.
ROBINSON, Ken. Do schools kill creativity? Monterey: TED, 2006. TED Talk. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=iG9CE55wbtY. Acesso em: 26 fev. 2026.
ROBINSON, Ken. Out of our minds: learning to be creative. 2. ed. Chichester: Capstone, 2011.
RUFINO, Luiz. Pedagogia das encruzilhadas. Rio de Janeiro: Mórula, 2019.
SANTOS, Ellen Alves dos; BARRADAS, Jaqueline Santos. Bibliotecas como makerspaces: propositura para um cenário brasileiro. Revista Valore, v. 5, p. 362-395, 2021. https://doi.org/10.22408/reva5020201059362-395
SANTOS, Silvana Maria Aparecida Viana; FRANQUEIRA, Alberto da Silva; RAMOS, Dayana Passos; VIANA, Silvanete Cristo. Metodologias ativas: desafio e oportunidades na era digital. São Paulo: EBPC, 2024.
SCOLARI, Carlos Alberto (coord.). Literacia transmedia na nova ecologia mediática. Barcelona: Universitat Pompeu Fabra, 2020. Disponível em: https://transmedialiteracy.upf.edu/sites/default/files/files/TL_whit_port.pdf. Acesso em: 16 jan. 2026.
SEREZA, Haroldo Ceravolo. O livro custa caro? Reflexões sobre o preço e o valor do livro. ComCiência, Campinas, n. 213, 2019. Disponível em: https://www.comciencia.br/o-livro-custa-caro-reflexoes-sobre-preco-e-valor-do-livro/. Acesso em: 10 nov. 2025.
SOARES, Magda. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Revista Brasileira de Educação, n. 25, p. 5-17, 2023. https://doi.org/10.1590/S1413-24782004000100002
THE NEW LONDON GROUP. A pedagogy of multiliteracies: designing social futures. Harvard Educational Review, v. 66, n. 1, p. 60-93, 1996. https://doi.org/10.17763/haer.66.1.17370n67v22j160u
TORRANCE, Ellis Paul. Torrance tests of creative thinking. Bensenville: Scholastic Testing Service, 1974.
VALIATI, Leandro; CORAZZA, Rosana Icassatti; FLORISSI, Stefano. O marco teórico-conceitual da economia da cultura e da economia criativa. In: VALIATI, Leandro (org.). Economia da cultura e indústrias criativas: fundamentos e evidências. São Paulo: Itaú Cultural; Martins Fontes, 2022. p. 113-161.
WALSH, Catherine. Pedagogías decoloniales: prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir. Quito: Abya-Yala, 2013.
WOLF, Maryanne. Reader, come home: the reading brain in a digital world. Nova York: Harper, 2018.
WOLF, Maryanne; BARZILLAI, Mirit. The importance of deep reading. Educational Leadership, v. 66, n. 6, p. 32-37, 2009.
ZILBERMAN, Regina. Literatura infantil na escola. 11. ed. São Paulo: Global, 2022.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Raquel Pereira Pontes, Laura Maria Pereira Couto

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Os direitos autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista.
Ressaltamos que a responsabilidade dos artigos é de exclusividade do(s) autor(es) e não reflete, necessariamente, a opinião dos Editores ou da ESPM.





