A economia criativa como um caminho viável para a vinculação física e simbólica: o caso da Feira de Refugiados Chega Junto
DOI:
https://doi.org/10.22398/2525-2828.720118130Palavras-chave:
Economia criativa, Imigrantes-refugiados, Desenvolvimento econômico, VinculaçãoResumo
Este trabalho teve o objetivo de apresentar a economia criativa como uma estratégia viável para o de senvolvimento socioeconômico dos imigrantes-refugiados que fixaram residência na cidade do Rio de Janeiro (RJ), de maneira especial os que garantem sua subsistência por meio da produção e comercializa ção da gastronomia típica de seus países de origem. São vários os motivos que levam as pessoas a migra rem e, independentemente de qual seja, todos são perpassados pela questão econômica, uma vez que a produção da subsistência faz parte da realidade de todos os que se encontram na posição de migrante. Nosso locus de observação é a Feira de Refugiados Chega Junto, uma parceria do Projeto Chega Junto e da Cáritas-RJ. O objetivo do projeto é promover a integração sociocultural dos imigrantes-refugiados no cenário carioca por meio da gastronomia típica, reforçando o papel da comida como elemento que valoriza a interculturalidade e o empoderamento desse grupo de pessoas. O fato de chegarem sem pers pectiva de geração de renda é um problema de subsistência para eles e um problema socioeconômico para a cidade. Numa economia de baixo crescimento, há a premente dificuldade de gerar emprego para mais essa parcela da população, além da população local. Nesse sentido, acreditamos que o fomento à economia criativa pode apresentar-se como uma estratégia viável, capaz de facilitar a integração socio econômica desse grupo de pessoas e ainda dinamizar a economia local.
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