Fosfobox no Porto Maravilha: sons e nomadismos da princesinha do mar
DOI:
https://doi.org/10.22398/2525-2828.720100117Palavras-chave:
Rio de Janeiro, Copacabana, Fosfobox, Porto Maravilha, MúsicaResumo
Inaugurada em 2004 e apelidada de Fosfo pelos íntimos, a boate Fosfobox funcionava na Rua Siqueira Campos, em Copacabana, Rio de Janeiro (RJ). Trap, funk, hip-hop eram apenas alguns dos inúmeros sons e ritmos que embalavam a casa noturna. Nesse contexto, a Fosfobox é um club que, além de música eletrônica, oferece uma programação variada de performances, teatro, cinema, poesia e outras manifestações culturais e artísticas. Até março de 2020, a caixa de fósforos que sacudia a princesa durante a noite copacabanense funcionou por 16 anos a todo vapor. Com a chegada do coronavírus, a Fosfobox fechou as portas do seu endereço em Copacabana e migrou para a zona portuária da cidade, mais especificamente para o espaço Núcleo de Ativação Urbana (NAU), levando os sons e as ambiências. Com uma área de mais de 4.500 m2, o NAU Cidades é um complexo multicultural. Com uma abordagem baseada na metodologia qualitativa, o traba lho buscou compreender como as experiências que emanavam do club situado na Rua Siqueira Campos não se limitaram às paredes de uma construção e prosseguiram em uma perspectiva no mádica no Porto Maravilha.
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